sábado, 2 de julho de 2016

As 10 coisas que eu menos gosto de Madrid

Olhaí! Post vergonha na cara!!

Acho que nos últimos meses escrevi muito mais pro BLPM do que pro Con Su Lado de Ca.

Mas não vejo problema!! Contanto que vocês sigam os dois, eu estarei contente!

Hoje me deu uma vontadinha de fazer um post #hater e reclamar um pouco das coisas de Madrid que eu não gosto!! 

Sim... eu sei que o Brasil está pior, mas isso não me tira o direito a reclamação! Afinal este é o intuito do meu blog: visões e opiniões unilaterais de minha pessoa!







Aí vamos - as 10 coisas que eu menos gosto de Madrid:


1. O calor INFERNAL do verão madrileño

Sem exageros! Quando eu digo INFERNAL com letras maísculas é porque é verdade. Agora mesmo, dia 02/07 as 20h40, a temperatura é de 32ºC... e não vai reduzir até amanhã cedo. O calor de Madrid é sufocante e tira a vontade de viver... e é capaz de durar os meses inteiros de Julho e Agosto! Fujam para as montanhas, literalmente.

Entendo o sentimento de Salvador Dali


2. O alto tom e volume de voz com os quais eles se comunicam


Espanhóis falam MUITO alto, e as mulheres são irritantemente estridentes enquanto todos os homens tem a voz super grave e falam pelo nariz. Quando cheguei em Madrid achei que todos estavam brigando, o tempo todo. Até que acostumei a não prestar atenção, pois era só uma conversa normal. Outra coisa que eles fazem é se despedir, andar 200 metros, lembrar de algo e gritar pra pessoa que já estava indo embora. Daí o diálogo começa outra vez, com os 200 metros de distância - enquanto você está no meio da guerra de vozes! 



3. O atendimento terrível em bares e restaurantes

Já comentei sobre isso neste post. No geral os serviços de atendimento a cliente são terríveis, por um lado porque nossa percepção americana de que é um serviço seja muito distinta, e por outro lado é que madrileños não fazem a mínima questão de ser agradáveis. É perfeitamente normal e aceitável ouvir um sonoro "que quieres?" ou "no lo haremos por ti" e a vida segue normalmente. O truque é ir a locais afastados no centro, e mais de uma vez no mesmo - pois os garçons tendem a gostar de ver que você voltou ao seu bar. Outro truque é frequentar hindus, tailandeses e outros estrangeiros, que te tratam mil vezes melhor, além de sempre ter desconto no The Fork.


4. Os cocos de cachorro pelas ruas e calçadas

Isso é nojento! Muita gente tem cachorro em apartamentos minúsculos, e os levam para passear entre 2 e 3 vezes ao dia. Em Madrid é obrigatório recolher las cacas de los perros, porém é tanta gente largando o coco pra traz, que até fizeram um mapeamento dos bairros mais marrons da cidade!! NOJO! Isso porque tem uma lixeira a cada 10 metros de calçadas... é falta de respeito com a vizinhança! Parece que a prefeitura começará a aplicar multas, mas o complicado é descobrir quem foi o porco que deixou aquele cocozão.

Fonte: Ayuntamiento de Madrid


5. Os motoristas no trânsito e na fila dupla

A falta de educação no trânsito é embasbacante! Já me peguei pensando várias vezes em abandonar o carro e nunca mais usar em Madrid... Além da falta de seta, gente gritando no meio da rua e ultrapassagens pela direita, é "meio que" permitido parar em filas duplas por emergências, como pegar crianças na escola ou tirar um idoso do carro. Porém essa regra é válida para quem quiser comprar pão ou cigarro, ou só porque o motorista não está a fim de estacionar. O trânsito caótico poderia ser bem melhor se não fosse pelos privilegiados que abandonam seus carros nas principais ruas e avenidas da cidade, e tudo bem!

6. As músicas dentro das lojas de roupas

Ultimamente sou muito mais adepta das compras online! Tem desconto, dá pra ver com calma, já conheço mais ou menos as lojas e os tamanhos e está dando certo fazer assim. Além da preguiça de ir a lojas, aqui parece que a música está colocada para que o cliente não queira passar muito tempo lá dentro. Pelo menos este repelente funciona comigo...

Senhora?
7. A falta de padarias

Ai que tristeee!! Que saudade que eu tenho de comprar pão francês fresquinho de padarias... e coxinhas, pastéis, risólis etc. Ou ir tomar um café da tarde, ou comprar mortadela e pão de queijo. Alguns produtos são fáceis de encontrar, mas cada um num canto da cidade. Pão é vendido por qualquer mercado ou chino da esquina. Mas não é a mesma coisa!

8. O "de sempre" nos bares

Pode ser que os espanhóis tenham a mesma sensação no Brasil. Mas aqui, ir a um bar, é quase sempre mais do mesmo: cerveza, jamón, tortilla de patata, vino... Não tem variedade, não tem suco natural, não tem uma calabrezinha? Ou um pastelzinho? Ou queijo de cabra sem cebola caramelizada? Sei lá... Truque para isso: buscar locais com cozinha fusión, vegetarianos, e estrangeiros citados acima - ótimo para sair da mesmice.

9. A falta de música ao vivo de qualidade

Acho que essa é minha maior frustração! Eu, tão acostumada ir sempre a barzinhos, a ouvir música de barzinho, a ser amiga dos músicos ou ser uma deles,  acompanhar bandas covers muito boas e tudo o mais! Aqui em Madrid é impossível ter música ao vivo. Por quê? Pelo barulho que eles fazem ao falar? Porque balada de madrileño é ficar conversando? Ok, eu sei que sim, tem música ao vivo! Mas até hoje só vi baixa qualidade e falta de respeito com o público. Mas confesso que me fechei a isso de seguir buscando outras possibilidades de poder ouvir uma musiquinha! Enquanto isso, é Spotify, Youtube e esperar chegar no Brasil.





10. O fato de que Madrid está a 10 mil km do Brasil

Essa é a pior parte de Madrid!! Sei que este post dá a impressão de que nada funciona aqui, mas sim, a cidade tem muita coisa boa que eu faço questão de apresentar para quem nos visita! Mas bem que podia ser mais pertinho, né?





Pra quem quiser ler outro post #hater, eu adoro este do Desbravando Madrid!




segunda-feira, 7 de março de 2016

Estress e Pollyannas

Ultimamente estou guardando meu conteúdo madrileño pro BLPM, e deixando meus assuntos pessoais/filosofais pro Con Su Lado de Ca.

Então, aqui vai mais um texto pensativo, numa segunda-feira de Março de 2016.

Na semana passada eu estive numa reunião totalmente organizada por mim, mais uma vez. Lembram do tombo no ano passado? Desta vez foi em Belfast, mas eu não levei nenhum tombo! E sabem o que é mais irônico? Meu trabalho atual se baseia em biostimulantes e seu papel como anti-estress em plantas! Ha-ha...

Eu e as minhas algas, as estressadas anti-estress!

Mas eu estava estressadinha... dando patada pro ar, irritada com tudo... e por que? Absolutamente por NADA! Seguiu tudo como devia, nenhuma reclamação, e muito pelo contrário – o pessoal todo felizão.

No meio da reunião tivemos que nos despedir de um amigo e companheiro muito querido. Ele decidiu mudar de vida e de trabalho para estar mais perto do seu filho mais velho. Jogou pro ar um projeto de 10 anos, pra cuidar da saúde da sua família.

E eu chorei... mas não por sua saída, mas porque eu admirei imensamente a sua coragem e a calma com a qual ele levou toda a situação. O que eu faria no lugar dele? Não sei responder.

Quando me deparo com uma situação dessa eu só consigo olhar para os dois lados e tentar ser o mais justa possível. Mas no final, nossa saúde e bem estar não podem estar acima de nenhum projeto – por mais importante que ele seja. Seja o emprego, o mestrado, a pós, o relacionamento...

Na real, eu gosto bastante de fazer esse tipo de reflexão, e quem sabe um dia, poder atingir outras pessoas. Não é meu objetivo aqui, mas é algo que passa por mim de tempos em tempos.

Ultimamente tenho notado o alto nível de estresse e ansiedade em algumas pessoas e isso chama a minha atenção para tentar ser diferente. Ou tentar voltar a ser diferente.

Quando estava em Campinas, tive a felicidade de poder fazer terapia, e alguns cursos de comunicação e desenvolvimento pessoal. Mas na real foram tapas na minha cara, e me fizeram crescer e aparecer! Um deles foi o “Comunicação Eficaz e Competências Interpessoais” do Dale Carnegie. Super recomendo!

Aprendi a ouvir outras pessoas, aprendi que meus problemas não eram nada comparados aos problemas de pessoas doentes, ou que perderam familiares, ou qualquer outra coisa... Na realidade, meus problemas eram e são nada!! NOSSOS problemas são nada! A não ser que deixemos que eles sejam...

Na semana passada estava conversando com o Dan, de como eu topo com pessoas que me mostram  o quanto eu preciso me controlar – no sentido estress. Percebo nos outros a preocupação à toa, a gastrite, a falta de sono... ops? Será que estou falando dos outros ou de mim mesma? Serviu de “Ê - Pó pará!” (à là Aniele).

Além de tudo isso, me deparei mais uma vez com uma “Pollyanna” – tenho várias. Não sabe de onde saiu isso? É de uma série de livros sobre Pollyanna, uma menina, que após a morte de seu pai,  se muda de cidade para ir morar com uma tia muito chata! Em sua nova casa e condição, passa a ensinar às pessoas o "jogo do contente" que havia aprendido com o seu pai. O jogo consiste em procurar extrair algo de bom e positivo em tudo, mesmo nas coisas piores coisas que podem acontecer! E a Pollyanna passa por muitos perrengues... mas ela continua fazendo o jogo do contente!

Minhas Pollyannas são a Xiboka, o Pop e a agora, a Suz. Passar 5 minutos com eles é abrir os olhos e reaprender a viver. Sério.

Falando mais em livros, no Dale Carnegie, tive que ler alguns, que deixo como indicação aqui:

- Como fazer amigos e influenciar pessoas

- Como evitar preocupações e começar a viver

Soa brega? Bastante... e valem muito a pena!

E das regras que eu nunca poderei me esquecer:

1. Não critique, Não condene, Não se queixe.
2. Aprecie honesta e sinceramente.
3. Desperte um forte desejo nos demais.
4. Torne-se verdadeiramente interessado na outra pessoa.
5. Sorria.
6. Lembre-se que o nome de uma pessoa é para ela o som mais doce e mais importante que existe em qualquer idioma.
7. Seja um bom ouvinte. Incentive os outros a falar sobre eles mesmos.
8. Fale de coisas que interessem à outra pessoa.
9. Faça a outra pessoa sentir-se importante e faça-o com sinceridade


Então... eu faço tudo isso? NÃO! Mas eu bem que sigo tentando... e vou tentar sempre!

Stela, minha professora de descanso