domingo, 2 de setembro de 2018

O Caminho de Santiago – ou desde Santiago

Desde que me mudei pra Espanha, comecei a escutar sobre o Caminho de Santiago. Seja por uma amiga do BLPM, um amigo que veio pra fazer isso, companheiros de trabalho e até mesmo comecei a notar algumas flechinhas amarelas no chão, acompanhadas ou não de uma concha.

Quando as pessoas me contavam como era “o esquema” eu não acreditava! Mais de 30 dias caminhando, dormindo em albergues públicos, com uma mochila nas costas, buscando alguma resposta espiritual, ou fazendo turismo ou o que quer que fosse o motivo! Tudo me parecia muito intrigante e me despertava uma grande curiosidade, porém, eu nunca fui de sair andando sem saber onde dormir e muito menos de querer dividir o quarto com outras 50 pessoas que eu nunca vi na vida. Então sempre pensei: isso não é pra mim.

Foi então que eu comecei a discutir o assunto com a Suzana Paquete – a pessoa que mais andou por diferentes rotas do Caminho que eu conheço, e também troquei uma idéia com meu antigo profe de Francês – que já fez o Caminho mais de 10 vezes e trabalha como coach utilizando os aprendizados do Caminho, e tem um livro sobre o assunto.

A Suzana me falou de maneira muito certeira: seu caminho quem faz é você! Se quiser dormir em Hotel, você dorme… se quiser caminhar somente 2 dias, você caminha. Se quiser ir de jegue, de bicicleta ou de joelhos, o problema também é seu.

Era o que eu precisava ouvir! Aproveitando que nos últimos 45 dias o Danilo teve que ir pro Brasil… e eu já ia inventar alguma escapada pra praia com azamiga, virei pra Hérika, a famosa personal trainner e disse: por que não vamos pro Caminho? A questão é que a Hérika também tinha muita vontade e curiosidade, porém sempre dava alguma desculpa pra ela mesma e ia adiando. Dessa vez nenhuma de nós adiou ou deu desculpa… e fizemos uma rota do Caminho de Santiago.

Primeiro pensamos em fazer o final do Caminho Francês, uns 5 dias, saindo de Saria. Porém decidimos ir de Santiago de Compostela até Finisterre, onde realmente está o quilômetro ZERO do Caminho de Santiago. Como boa virginiana que somos, organizamos tudo com antecedência: trem, paradas, hotéis, mala, comida etc etc… 

A Hérika estava com medo da caminhada, eu estava meio em stand by, não me preocupei com nada (salvo o peso da mochila) até que realmente precisasse me preocupar. Também viajei na semana anterior e tive uma noite pra finalizar tudo e ir pra Estação Chamartin pegar o trem a Santiago no dia 02/08, quinta-feira, as 9h15 da manhã. Mas a Hérika não sabia da existência de Chamartin… e foi pra Estação Atocha. Quando se deu conta, não dava tempo de chegar na estação correta. Eu já comecei a pensar nos planos B, C, D… Cancelei o trem antes que ele saísse, para que devolvessem parte da grana, e fiquei esperando ela chegar pra tomar a decisão final. Não havia mais passagem de trem disponível até a próxima terça-feira!! Pensamos em ônibus mas a viagem era muito longa, pensamos em alugar um carro e deixar em Santiago, Bla Bla Car… mas nada deu muito certo. Então finalmente fomos com o meu carro! 

Fiquei refletindo sobre o que aconteceu já na saída, pois me considero uma pessoa de muito jogo de cintura, mas no geral eu me estresso muito com mudanças na agenda e de última hora é ainda pior… sei que em outra situação eu teria ficado muito puta da vida e provavelmente daria um sermão na pessoa “culpada”. Mas talvez a culpa também tenha sido minha de não confirmar com ela qual era a estação… e no fim, brigar não teria o mínimo sentido. A gente ia passar os próximos 5 dias dormindo no mesmo quarto e não seria legal queimar a largada!

Fomos rindo, cantando, fofocando e a viagem passou super-rápido! Chegando em Santiago, deixamos o carro no aeroporto (com pré-reserva pra pagar mais barato) e pegamos o ônibus pro centro. Fomos direto pra frente da Catedral, que, por sorte, estava totalmente livre de andaimes e renovações! Pegamos nossa Credencial do Peregrino, jantamos pelo centro e fomos direto ao Hostel dormir cedo, pois o dia seguinte já começava cedo.




Primeiro trecho: Santiago-Negreira

Saímos às 7h00 da manhã do Hostel, mas não tomamos café da manhã pois ainda não estava disponível nessas horas… queríamos sair cedo pra evitar o Sol. Nosso objetivo era chegar em Negreira perto das 12h00. Na saída já vimos um ou outro Peregrino – tentamos contar, mas foi difícil porque volta e meia alguém passava/voltava a passar e era impossível saber quem já tinha sido contabilizado ou não. Mas no geral vimos umas 60 pessoas. No princípio do caminho passamos por vários bosques e casinhas. Nos primeiros 4 km vimos uma máquina dispensadora de água, refrescos, comida e foi a única coisa que vimos nos primeiros 8 km! Aprendemos a partir desse dia que era melhor carregar água e comida (MESMO) porque quase não havia local para parar e comer alguma coisa. A Hérika saiu na minha frente, o que já estava pré-combinado que ia acontecer, e nos encontramos mais pra frente, mais ou menos no km 12. Passamos por uma mega subida nesse caminho, que me fez repensar porque me meti nessa fria! Mas fui parando e sentando no chão e deixando as pessoas passar por mim… e foda-se. Chegamos num rio super bonito, que a Hérika entrou e eu não tive coragem… a partir daí achamos que ia ser mais tranquilo… mas NÃO! Ainda teve muita estrada pela frente até chegar no Hotel que dormimos. Era umas 15h00 – aprendemos que o tempo é diferente no Caminho! Ali almoçamos SUPER BEM e dormimos a famosa siesta! As dores nas pernas eram insuportáveis para as duas… mas decidimos animar e dar uma volta pelo Pueblo – que não tinha praticamente nada. Compramos tipo um Gelol pra facilitar a dor das pernas, frutas, uma salada pra jantar e dormimos relativamente cedo.

Segundo trecho: Negreira-Mazarico

Decidimos trocar as mochilas pois a minha estava um pouco incômoda pra mim e a da Hérika pra ela – fizemos este teste. Esse dia seria o mais longo dos 4, então eu decidi que ia parar no meio, pra descansar bem. No dia anterior eu tive a sensação de ir mais longe do que precisava e meu corpo e cabeça estavam protestando muito na saída. Por sorte o hotel nos ofereceu café da manhã as 7h00, então comemos antes de sair. No dia anterior eu tinha conseguido manter um pouco a dieta de tomar os shakes e as cápsulas, mas a partir do segundo dia tudo saiu do eixo. E tudo bem… decidi não estressar com isso também, e voltar a fazer a dieta correta na volta. A grande questão é que, ao gastar quase 2000 calorias por dia, o que se come é um pouco menos relevante, ou melhor, eu tinha licença fisiológica pra comer o que bem entendesse: isso incluía minha Coca Cola Zero diária no meio do Caminho. Este dia liguei um podcast indicado pela minha amiga Isa Quintes – o Mamilos -  e ouvi histórias sobre mulheres no seu trabalho – refleti bastante sobre o meu e as propostas que fiz pro meu chefe! Parei num café pra refrescar e segui andando – a Hérika tava na minha frente quase há 50 minutos de distância. Peguei uma vertente do caminho e fui andando por um milharal sem sombra… daí acabei me irritando com esse Caminho! A Hérika me avisou que estava no próximo Pueblo… que estava há 15 minutos caminhando! Isso foi bem esquisito por que a distância não batia! Achamos que ela saiu da rota este dia e acabou andando quase 6 km a mais.

A Suzana sempre me dizia: o Caminho te mostra o que você precisa ver… pois eu, escutando um podcast sobre Burnout, não parava de ver placas de táxi!! E decidi “cancelar” os últimos 10 km e chamar o serviço de táxi do Hostel que ficamos. Foi a melhor decisão da vida. Fiquei na piscina de água fria esperando a Hérika chegar – fomos comer na Pizzaria do dono do Hostel – que era a única coisa disponível no Pueblo – e foi a pior pizza que comemos na vida hahahaha. Mas tá valendo. Neste dia, as 21h00 eu já estava dormindo!! Acordei as 3h00, as 4h00, as 5h00…e cada vez a dor nas pernas ia melhorando. Juro que se estivesse com dor ainda, ia pegar outro sistema de transporte alternativo, afinal eu não precisava me matar! O teste da mochila deu na mesma… chegamos a conclusão de que o problema era a distância e não o peso da mochila, nem o formato!

Terceiro trecho: Mazarico-Alcorbión

Na saída desde dia, pegamos uma carona com a mulher do dono do Hostel, pois este local estava uns 2 km fora da rota. Começamos um pouco antes de chegar a Alveiroa (onde é a parada oficial) e paramos por lá para tomar café da manhã. Este dia pra mim foi o melhor dos melhores! A rota era toda tranquila, no meio de bosques, rios, represas… o único ruim: nenhum bar, hostel, mercadinho que fosse, em uma distância de 14 km!!! Por sorte, encontramos uma fonte no Caminho, que foi a salvação pra refrescar! Foi nesse dia que pensei: se sofro um acidente aqui, ninguém me encontra! Este Caminho é pouco explorado e com poucos Peregrinos… então a parte de conversar com alguém fica bem rasa (o que não me pareceu ruim) enquanto não existia locais habitáveis em volta para uma parada (o que me pareceu terrível). No fim eu e a Hérika andamos juntas todo o tempo! Decidimos parar no Pueblo mais próximo, que era Cee e paramos pra comer UM MEGA ENTRECOT maravilhoso! Nosso Hotel ficava perto da Praia do Quenxe e foi sensacional! Tinha uma praia super gelada do lado, e foi ótimo para todas as dores nas pernas e nos pés… De noite falei pra Hérika que necessitava uma macarronada! E fomos contentes e de comum acordo buscar alguma opção pelo Pueblo! Cheguei a conclusão de que os gallegos são super legais a segunda vista… à primeira vista te tratam bem mal, salvo o hostess deste hotel em Alcorbión, que foi a pessoa mais querida que eu vi neste Caminho! Neste dia além das dores na panturrilha, por causa do calor, eu tive uma alergia imensa na batata da perna e me apareceram muitas bolhas d’água no calcanhar! Não doía nem coçava, mas era feio de ver…

Quarto trecho: Alcorbión-Finisterra

Neste dia não saímos tão cedo, pois eram “apenas” 14 km até Finisterra e logo mais 3 km até o Farol do km 0. Tomamos café com calma e saímos mais ou menos as 9h30 da manhã e por “sorte” estava nublado e frio! Foi bem gostoso caminhar assim, o clima era totalmente outro. Cheguei a encontrar um grupo, mas andamos juntos muito pouco. Percebi que ninguém estava a fim de papo nessa rota! Este trecho do Caminho tinha muita descida, o que me fez escorregar algumas vezes, mas sem nenhum acidente. Fui o tempo todo admirando a praia, e quando chegamos eram tão poucos kms que eu não tive a sensação de “acabar” como nos outros dias. Neste dia ficamos num hotel rural MARA! E tínhamos um quarto cada uma, porém dividindo banheiro e uma salinha. Era LINDO. Descemos almoçar onde a moça pouco simpática do hotel indicou (mas ela ficou mais legal depois que nos viu a segunda vez), fomos pegar nossas Fisterranas – o documento que atesta que fizemos esta rota e decidimos voltar pro hotel pra descansar antes de subir ao Farol.  Ah, antes compramos as passagens pra Santiago! Deixamos as mochilas desta vez, claro. Porém começou a chover bem na hora que começamos a subir: conclusão – não vimos NADA lá de cima… e ventava muito… este foi pra mim o momento mais frustrante da viagem, pois eu não consegui ter a sensação de que aquilo havia terminado. Pra mim ficou faltando um pedaço… Voltamos pra cidade pra jantar, e fomos dormir, já pensando na volta do dia seguinte!


Quinto trecho: a volta

Tomamos café no hotel, que estava ótimo, e conseguimos lugar no ônibus direto pra Santiago! Chegamos na hora da Missa do Peregrino e conseguimos entrar! Foi muito legal ver tanta gente lá dentro que havia passado pelas mesmas distâncias e situações. Depois fiquei sabendo que as pessoas confessam em Santiago como forma de pagar suas penitências e poder comungar outra vez. Fiquei pensando em como a Igreja Católica está passada de moda…  eu não entendi uma palavra do que dizia o Padre… e gostei muito mais da Freira que entoava os cantos. Também fazem parte do sermão em Inglês, Francês e Alemão! Vimos o famoso Botafumeiro, foi interessante finalizar o Caminho ali. Almoçamos em Santiago, tomamos um sorvetinho e fomos buscar o carro pra voltar. Outra vez, voltamos cantando e fofocando e a viagem passou super rápido.

Reflexões finais:

Não acho que eu fui em busca de nada no Caminho de Santiago, e nem tive um momento de reflexão forte. Porém, foi uma experiência interessantíssima para desconectar e pensar em absolutamente NADA! As conversas com a Hérika foram ótimas, assim como os quilômetros caminhando juntas ou mesmo separadas… fiquei pensando numa próxima vez! Acho que gostaria de fazer a parte de Saria pra ver como é um Caminho cheio de gente (o Caminho Francês inteiro me parece muito longo), e com mais pontos de parada! Além de ter ficado com muita vontade de fazer o Caminho Português pela Costa. Acho que o Caminho só começou pra mim!

Ah, tomei uma decisão sim: quero comprar uma bicicleta e fazer algum Caminho com ela!

Pra quem ficar com vontade de ter essa experiência, conta pra mim nos comentários o que está pensando! Vou adorar saber que dei força pra algum Peregrino! E no mais, Buen Camino!

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Semana Detox - Zen Project 8 - Jeunesse

A maioria das pessoas que me seguem no Instagram ou no Facebook sabem que eu dei uma engordadinha engordadona e comecei um trabalho sério com uma personal trainner aqui em Madrid - a Hérika Costa.



Pois muito que bem, achando que eu pesava 77 kg e logo me dando conta de que na verdade eu estava pesando 82 kg... e que a farmacêutica disse que não podia mais engordar  (valeu pelo aviso aí ô... cretina) resolvi fazer uma DIETA pela primeira vez na vida... e começando por uma fase detox.

Nunca fiz dieta restritiva, sou da turminha do "só hoje, pode" e acabo passando da conta quando saio, mas eu não sou uma pessoa que come muito errado. Falei pra Hérika que achava complicado seguir um plano muito fechado, e ela me apresentou a proposta do Zen Project 8

Basicamente, é um novo modelo de reeducação alimentar, com alguns complementos, proteínas de altíssima qualidade (e gostosas) e indicações muito CLARAS do que NÃO PODE comer. 

O projeto é dividido em 3 fases:
1) Detox (7 dias)
2) Arranque (2-4 semanas)
3) Vitalidade (3-5 semanas dependendo do objetivo)

No total são 8 semanas de trabalho de revisar o que come, quando come, tomando uns suplementos e fazendo exercícios a partir da Fase 2 somente.

Com a Hérika eu decidi fazer 5 semanas e somente Fases 1 e 2, por enquanto.  A meta é chegar nos 75 kg até o dia 19/08 - quando vou pro Brasil.

Foi relativamente difícil encontrar uma semana inteira em que eu estivesse em Madrid todo os dias, mas encontramos! Fiquei com medo de ter que comer em hotel e restaurante e não fazer direito o detox. E queria fazer direito! 

O que mais me "assombrava" era o fato de não poder comer nada de lácteos e nada de sal. O resto era tranquilo, como uma dieta normal. Suplementos comprados (Shake = Zen Fuse; e Cápsulas = Zen Prime), acabei com todo o estoque do que não podia em casa e comecei o Detox numa quarta-feira de manhã.





Diário de um det-ox-ento:


Dia 1 - Quarta-feira


Tendo tudo comprado no dia anterior, foi "fácil" comer dentro do cronograma, pois não existe segunda opção! O negócio custou carinho, então precisa fazer direito!
Tomei café da manhã em casa: Claras de Ovos, Abacate e Cerejas. No meio do dia tomei o Zen Fuse de chocolate e achei bem gostoso, ainda que muito doce. Pra facilitar a vida, resolvi almoçar estes dias em casa: Bacalhau enlatado (blé), Alface, Tomate, Aceite de Oliva e Uvas. Sabia que ia ter que sair de casa umas 20h15, então encurtei a segunda toma de Zen Fuse da tarde - dessa vez de baunilha - e jantei relativamente cedo. Acho que comi menos do que poderia (não estava com muita fome): Frango grelado, Ervilhas, Cebola e Azeite de Oliva. Daí saí para um show que ia começar as 21h30 e começou as 22h00... e daí eu notei uma fraquezinha! Mas não era vontade de doce, nem de beber, nem de comer nada fora da tabela. Só uma sensação de estar fraca. O último acorde terminou e eu me enfiei num táxi desesperada pra chegar em casa e tomar um delicioso Zen Fuse de baunilha outra vez porque é mais gostoso!

Dia 2 - Quinta-feira


Neste dia eu tinha marcado a Endócrino, para verificar o tema dos triglicérides altos (tenho eles altos desde 2009). Era perto de casa, então aproveitei pra ir caminhando, já que é o único exercício que eu posso fazer essa semana. Tomei o mesmo café da manhã de ontem e fui... notei que precisava de água e acabei parando pra comprar. Preciso estar mais atenta ao tema da água! Para mulheres, é preciso tomar 2 a 4 litros por dia.
Tinha também uma reunião às 14h00, então eu fiz diferente: tomei café às 9h30 e almocei as 12h30. Fiz Filé de frango, Cenoura, Brócolis com Alho e Aceite de Oliva. Depois fui pra Trade e tomei os dois Zen Fuse ao largo da tarde. Só ia jantar as 21h30 porque tinha que passar no fisioterapeuta antes (a Larissa bem disse que eu tô com "papo de véia"). Como ontem eu não gostei nada do peixe enlatado, eu passei no mercado e comprei Salmão pra comer com Aspargos. Tava bom, mas eu me lembrei de porque eu não faço peixe em casa...
Hoje sigo achando incrível o fato de não ter VONTADE de comer nada fora na tabela... pode ser por pura convicção, mas eu acho que é bruxaria da Jeunesse! Mas eu estou MUITO DISTRAÍDA! Deixei o carro aberto 2 vezes... virei pro lado errado na saída do estacionamento do mercado.. .daí comecei a prestar atenção extra. Outra coisa que comentei com a Hérika - pausa pro momento nojento - é que o xixi tá bem clarinho mas beeem fedidinho! Acredito que também faça parte do Detox - despausa do momento nojento.

Dia 3 - Sexta-feira


Hoje acordei mais zureta do que nunca! E o pior é que foi às 5h30 da manhã com uma imensa vontade de fazer xixi! Não consegui mais dormir e fui pro trabalho mais cedo. Decidi mudar um pouco o café da manhã e coloquei tomate cereja e chia no "omelete" de Claras... ficou ó... uma merda! Minha idéia era ir pra casa almoçar mas eu não consegui sair... então acabei tomando dois Zen Fuse seguidos e almocei em casa às 16h00! Foi meio ruim, mas daí eu me liguei que preciso levar uns lanchinhos saudáveis pro trabalho: Castanhas, Pistache e Fruta com certeza! No almoço comi Brócolis, Cenoura e Frango Grelhado. Fui fazer uma limpeza de pele e voltei pra casa. Honestamente não sei o que foi que eu jantei esse dia... mas segui as regras! (Estou escrevendo isso no dia 5...) Acho que foi Salada e Frango com Cebola. A esteticista me disse que estou com a pele do rosto muito desidratada e preciso tomar água, muuuita água.

Dia 4 - Sábado


Eu confesso que pequei neste dia! A Larissa me chamou pra passar a tarde na piscina e eu preparei umas marmitas: Zen Fuse, Castanhas e água. Porém decidimos comer algo no meio da tarde, e ela tava a fim de ir num restaurante super bom perto da casa dela. Fui com a consciência de que tinha que ser forte! Pedi um Sanduíche Club, que não tinha nada de Queijo (check), Pão integral que eu cortei metade (check), mas a desgraça vinha com Batata frita (som de sirene)... confesso que comi algumas! Mas pra compensar, de noite eu comi menos carboidrato do que poderia comer, aliás eu nem estava com tanta fome, mas comi porque precisava comer.

Dia 5 - Domingo


Passei o dia inteiro em casa e a coisa foi mais controlada! O café da manhã de sempre, mas como o Abacate acabou, eu substitui a gordura por Azeite de Oliva. Eu acordei tarde e acabei saltando um Zen Fuse. Na hora do almoço fiz Salmão grelhado com Brócolis e Cebola. Saudades SAL. Zen Fuse pela tarde, umas castanhinhas e no fim do dia eu fui comprar algo de Salada verde e Frutas pro resto dos dias. Voltei com um pacote de Gulas e Canônigos, que eu devorei com um Palmito "lavado" pra tirar o sal. Saudades SAL.


Dia 6 - Segunda-feira


Hoje finalmente cheguei à conclusão de que não sinto A MÍNIMA NECESSIDADE de comer coisas fora da lista... de verdade, não sei que bruxaria é essa... Para o café, tomei o maravilhoso omelete de Claras, que já começou a me enjoar, Abacate e Blueberries. Fui trabalhar, então tive que prestar atenção nos horários para não perder os tempos. Zen Fuse durante o dia, depois acabei comendo em restaurante, mas segurei a onda no Gazpacho e Frango com Legumes. Tinha sal... 
De noite fiz macarrão de Abobrinha e Franguinho grelhado. Não vejo dificuldades nessa dieta, porém estou ligeiramente "decepcionada" visualmente - achei que ia perder mais peso (mas ainda nem sei qual foi a cifra ainda). E pensava que iria mais ao banheiro para fazer o número 2, mas também não foi o caso... estranho! Vamos ver como será o último dia.


Dia 7 - Terça-feira



Chegou finalmente o dia 7! Não foi difícil, nem impossível e já me parece mais um estilo de vida do que uma dieta (e juro que não estou ganhando pra falar isso). Hoje repeti o super café da manhã mas dessa vez a fruta foi Uva. Amanhã já posso voltar a comer Ovo inteiro. Saudades OVO. 
Comecei a fuçar mais sobre o projeto e muita gente relatou não conseguir tomar a proteína (não aconteceu comigo), que deu taquicardia (não aconteceu comigo) e um pouco de prisão de ventre (aconteceu comigo!), mas somente nos primeiros dias - acredito que é enquanto o organismo ainda está se adaptando. Gostei muito da comunidade do Facebook - principalmente pelas receitas que o pessoal coloca ali!
Tomei meus Zen Fuse na hora certa, almocei em restaurante de novo, mas foi tudo sob controle: Peixe com Salada e Laranja de sobremesa. 

Antes do jantar, a Hérika veio e fizemos a revisão das medidas:



Antes
Depois
Peso (kg) 82  80,2
IMC 29,4 28,8
% Gordura 47,3 44
% Massa Magra 22 24,1
Metabolismo 1525 1515
Gord. Visceral 7 7
Peito (cm) 101  98,5
Braço Esq. (cm) 29,5 29,5
Braço Dir. (cm) 29,5 29,5
Cintura (cm) 89 88
Abdomem (cm) 103 100
Quadril (cm) 116 114,5
Coxa (cm) 66 68
Coxa m.(cm) 58 58
Panturrilha 39 39


Assim que, estou mega feliz em saber que perdi quase 2 kg nesta semana de Detox, utilizando o programa do Zen Project 8!! Mas o melhor de tudo foi: 7% de redução de massa gorda e aumento em 9,5% em massa magra! E tudo isso sem exercícios físicos!

Algumas pequenas perdas de medida no peito, cintura, abdomem e quadril - entre 1 e 3 cm. Continuei comendo direito de noite: Gulas e Pesto caseiro com Palmito.


Encerro aqui meu diário do Detox, e começo hoje com a Fase 2! Agora mudamos a cápsula (Zen Shape), incluímos alguns carboidratos, como batata, arroz, quinoa, feijão - mas ainda seguimos com pouco sal e sem lácteos.


Vamos que vamos!!! Espero escrever uma parte 2 deste texto com outras boas notícias!

Pra quem quiser saber mais sobre o programa, eu recomendo baixar os prospectos no site da Jeunesse, e conversar com a Hérika (+34 665 43 30 18)  sobre as possibilidades!







domingo, 3 de junho de 2018

Minha experiencia com o Invisalign

Essa coisa de “virar adulta” e perder a convivência com seus amigos de longa data faz também com que sua história se perca um pouco...mas daí existem os posts no blog para passar adiante. 

Muita gente não sabe, mas eu usei aparelho dos 13 aos 22 anos de idade! E por haver passado toda a adolescência com os dentes cheios de arame, quando finalmente me vi livre disso, eu acabei relaxando um pouco e vi meus dentes e gengivas sofrer as consequências. 

Aqui já no final do tratamento, com 21 aninhos
Estive buscando tratamento com vários dentistas, principalmente pela ATM e por não perder alguns dos dentes (sério), e depois de muito buscar e gastar, acabei encontrando a clínica da Dra. Leon em Madrid.

Me senti muito segura com ela e troquei muita ideia com meu dentista no Brasil antes de tomar a decisão de fazer outro tratamento ortodôntico, e não me arrependo nem um pouco. Estou na metade do tratamento principal e não consigo imaginar melhor forma de fazer isso na vida adulta.

Muita gente me perguntou na época sobre o Invisalign, e eu mesma vi muitos vídeos no YouTube sobre pessoas que utilizam, então resolvi deixar minha e experiência aqui descrita.

O que é o Invisalign?

O Invisalign é um sistema desenvolvido nos EUA (de uma empresa chamada Alligntech) para alinhar os dentes de maneira muito discreta. São chamados de alinhadores invisíveis. Principalmente indicado para adultos, e em situações em que a movimentação dos dentes precisa ser muito suave.

Basicamente é um sistema de alinhadores (aligners) desenvolvidas especialmente para determinada pessoa, e que são trocadas de 7 a 14 dias e vão lentamente alinhando os dentes. São feitas para ser invisíveis e, se bem cuidadas, são super discretas.


Antes de começar o tratamento é preciso fazer várias fotografias, radiografias e moldes, como se fosse para um aparelho normal. Todo o material é enviado para a empresa Invisalign, que devolve um modelo em 3D de como será o resultado final. Tendo isso aprovado, a Invisalign envia os alinhadores personalizados para o ortodontista. Depende de cada caso para saber o número de alinhadores, além de se precisa ou não alguma outra técnica paralela.

No meu caso, eu tenho 21 conjuntos (de cima e de baixo), que vou trocando depois de usar cada um de 10 a 14 dias, além de ter passado por um slicing (correção do tamanho dos dentes inferiores) e tenho algumas pecinhas coladas em alguns dentes pra facilitar a movimentação. Depois das 21 bandejas, a dentista vai verificar se preciso de novos alinhadores ou se seguimos para a fase de manutenção.

Comecei o tratamento em Novembro e já estou no conjunto de alinhadores de número 16 e noto bastante a diferença. 

Com o primeiro alinhador em Novembro - nem dava pra ver

Com o segundo alinhador e depois de colocar as pecinhas brancas nos dentes

Com o alinhador 13, em Abril

Quanto custa?

Acredito que o Invisalign custa o mesmo que um aparelho comum aqui na Espanha, mas como são poucos os dentistas que trabalham com ele, além de ser tudo importado, pode ser que o custo sofra variações. Fiz uma pesquisa com outras pessoas que usam e o preço médio é entre 3 e 5 mil euros no total. Já soube que no Brasil pode custar de 10 a 12 mil reais, porém, levando em consideração que o preço é tabelado mundialmente, isso está bem de preço!

Pode parecer meio salgado, mas geralmente é feito um pagamento de 50% no princípio e o resto é parcelado e pago cada vez que se vai na dentista verificar o andamento e pegar os novos alinhadores. Geralmente passo por lá a cada 3 alinhadores e faço um pagamento mensal que vai durar 10 meses. E a manutenção já está incluída no custo, até mesmo se for precisar de novos alinhadores.

Quanto tempo leva?

Isso depende da quantidade de alinhadores e da manutenção do tratamento posterior... pra mim, que passei 9 anos com aparelho fixo, 2 ou 3 anos de Invisalign passam rapidinho! Eu calculo que estarei com eles durante uns 2 anos incluindo a fase de manutenção. E obviamente, passarei o resto da vida com alguma retenção, fixa ou móvel, pra evitar que os dentes voltem ao seu original.

Quais são os cuidados com os alinhadores?

Cada conjunto de alinhadores vai te acompanhar por, no mínimo 1 semana. Quanto melhor se cuida, mais discretos eles se mantêm. Precisamos passar de 20 a 22 horas por dia com os alinhadores, ou seja, tira para comer, limpa os dentes e volta no lugar. E é fundamental dormir com eles.

Eu costumo beber somente água ou líquidos clarinhos quando estou com meus alinhadores. Café, chá ou qualquer bebida escura podem manchar os alinhadores. Não é ruim para o funcionamento, mas eles ficam menos discretos.
Tirar para comer é essencial, não mascar chicletes com eles, lavar bem e eu sempre tento tirar e limpar a saliva antes de guardar, para evitar mal cheiro. Geralmente eu lavo com a escova de dente e um pouco de pasta pela manhã e ao manter sempre limpo da baba, já é suficiente. Eu não gosto de colocar de volta após uma refeição grande, e sempre escovo os dentes antes de colocar de volta.

Arsenal de limpeza!



Uma vez por semana eu deixo na água com pastilhas para limpeza de dentaduras, para desinfecção. No mais é ter cuidado para não amassar ou dobrar e ser feliz com eles! Muita gente dizia em vídeos que deixou de beliscar ou fazer pequenos lanchinhos durante o dia por preguiça de tirar o aparelho. Não é meu caso... Também tem gente que diz que emagreceu usando o Invisalign ou outro aparelho! Mas também nunca foi nem nunca será meu caso! 

Dói?

Mais uma vez, sou uma profissional dos serviços odontológicos e não acho que o Invisalign cause dor... nos primeiros 2 dias do alinhador novo pode ser um pouco chatinho pela movimentação dos dentes, mas logo passa. Seus alinhadores são feitos para entrar perfeitamente na sua boca, e o tratamento é suave... Não deveria causar muita dor de nenhuma maneira. Se isso acontecer, é preciso pedir a revisão do dentista ou que te indiquem um remedinho pra dor.

Prós

  • O tratamento é tão discreto, que quase ninguém percebe que estou usando o alinhador e se surpreende quando me vê tirando. 
  • A forma de pagamento é facilitada 
  • Os resultados são bem rápidos (no meu caso está sendo)
  • Muito suave e com pouco impacto na gengiva (importante pra mim)


Contras  

  • Precisa ter paciência para tirar e colocar antes e depois das refeições 
  • Precisa cuidar muito da escovação para não deixar resíduos que podem manchar o alinhador ou causar alguma cárie
  • Tenho que levar um arsenal sempre que saio (caixinha, escova, pasta...) ou levar em consideração que vai comer e passar umas horas sem os alinhadores


Como comentei, vi muito vídeos no YouTube que me ajudaram a esclarecer o uso, mas a dentista me explicou tudo quando comecei a usar! Muitos em inglês... porque no Brasil não tem muita gente usando ainda.

Eu gostei muito dessa review, porque é muito real!


Esse vídeo me deu muitas idéias para a limpeza e manutenção, mas honestamente achei a blogueira um pouco exagerada com a quantidade de produtos!


Finalmente, eu adoro meus alinhadores e até acho que vou sentir falta deles quando o tratamento acabar!

Logo mais eu conto o resto da história! :)

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Road trip por Portugal II

Voltando ao assunto do nosso super roteiro por Portugal, aqui deixo os últimos detalhes da nossa rota! 



Conforme comentei no post anterior, fiz todas as reservas de hotel por Booking.com e achei todas acertadas! Cabe lembrar que eu fiz tudo entre Outubro e Novembro... e garanti uns precinhos jóia!

Nosso roteiro para aproveitar foi: Madrid – Sevilla – Faro e região do Algarve – Lisboa – Sintra – Caldas da Rainha e região – Coimbra – Porto – Madrid.


Pra descansar e recarregar as forças: Caldas da Rainha


Conheci Caldas da Rainha por causa de um evento do trabalho. Só passei pelo centrinho e fiquei dentro do hotel, mas a cidadezinha ficou na minha cabeça. Pensei que não ia adiantar a gente tentar sair pra jantar na noite de reveillon, então busquei algum apartamento ou casa fora da cidade pra alugar. Foi a melhor coisa, por daí conhecemos os queriiidos Cecília e Antonio da Casa dos Infantes.

Caldas da Rainha

É uma fazendinha com varias casinhas para turismo rural! Entre ovelhas, galinhas, cachorro, gatos, piscina, churrasqueira, etc etc etc. Amamos o local, a recepção e mais ainda: o café da manhã que a Cecília prepara e nos entrega na hora marcada.

Aproveitamos pra realmente descansar, já que era dia 31 e não íamos fazer nada demais! No dia seguinte, não muito cedo, aproveitamos pra rodar pela região! Passamos pela maravilhosa muralha de Óbidos, aproveitei para tomar Ginjinha no copinho de chocolate.

Óbidos


Almoçamos na própria Caldas da Rainha, no Restaurante Gordão, já que não ia ter muita coisa aberta! Passamos por uma antiga universidade abandonada, que será trasformada em hotel! 

E pela tarde fomos até Peniche! É Portugal, você se vende MUITO MAL! Essa região é incrível! Cheia de falésias e um farol onde vive uma imensa colônia de gatos. E claro, conhecemos mais uma crazy-cat-lady, que ficava brigando pra espantar as gaivotas, que por sua vez, roubavam a comida dos gatos. E para finalizar, um capuccino bem gordo numa das várias sorveterias/cafeterias que encontramos por Portugal.

Peniche


De noite outra vez ficamos curtindo o relax da casinha da Cecília! No dia seguinte, um pouco sem vontade, seguimos para Coimbra!


Debaixo de chuva: Coimbra


Coimbra teve um sabor agridoce pra gente.... já estávamos um pouco cansados e não parou de chover desde o momento zero que chegamos na cidade! Coimbra é bem pequenininha, mas também em formato de morro, com pedras escorregadias. Andar por lá na chuva foi um desafio, e um saco!

Chuva...


Decidimos subir o morro em direção a Sé Antiga, universidades, bibliotecas, museus etc. Tudo a base de escoramento nas paredes, porque era impossível andar sem escorregar. Finalmente decidimos fugir da chuva entrando num onibusinho (Linha Botânico) que faz um passeio pelos principais pontos da cidade, com fone de ouvido para escutar um pouco de história. Porém pegamos um ônibus que já estava finalizando o expediente... então o motorista super fofinho não nos cobrou, nos deixou em outro ponto pra pegar o minu bus em outro sentido, e conseguir passar no último horário do Jardim Botânico <3. 

Universidade de Coimbra


Ficamos hospedados no Ibis Coimbra que está bem ao pé do centro e muito bem localizado! Pela noite aproveitamos um rodízio de sushi (OBA), passeio pelas pontes de Coimbra e no dia seguinte partimos pro Porto.

Eu prometi a Coimbra que visitarei com mais calma, se ela prometer que não chove... e o pior é que 5 dias depois uma amiga foi pra lá e pegou o Sol mais lindo do mundo!

A apaixonante: Porto


Eu demorei pra ir pra Porto, muito. E confesso que era um pouco de preguiça, e foi bobagem! Porto e Lisboa estão na mesma distância com Madrid. Assim que era só pegar o carro e ir... mas tudo tem porque na vida.

Em Porto também chovia! E foi beeem difícil encontrar a entrada do Hotel Moov e entrar com o carro – acabei até ralando o retrovisor. Mas tudo bem. Sabe por que? Porque Porto é fodasticamente linda, maravilhosa, estupenda, charmosa e não sei mais como descrever tamanho encanto que vi naquela cidade. 

Ponte Luis I


Enquanto Lisboa passou pelo terremoto e foi totalmente reconstruída de maneira mais ordenada, Porto é toda antigona, pedra sobre pedra. Então o ar de cidade antiga é mais forte em Porto, e suas cores são radiantes!

Para nossa sorte, temos um grande amigo que é do Norte de Portugal, e calhou dele estar pela região. O João nos levou pra um tour básico de carro, e também nos levou pra comer em Matosinhos: uma região de pescadores, onde servem peixe super fresco, feito na hora. Eu me enterrei num peixe assado e batatas a murro, enquanto o Danilo se esbaldou no delicioso arroz malandrinho, já comentado previamente no post sobre Lisboa.

Passamos a tarde com o João que também nos levou pra tomar vinho favaíto, nos explicou que a biblioteca do Harry Potter foi inspirada numa livraria do Porto, além das vestes dos alunos – que também está inspirada nos alunos de Coimbra. Para finalizar comemos umas éclaires, que não são tipicamente portuguesas, mas muito famosas na região. Além da história sobre a Ponte da Arrábida, que no dia da inauguração, as pessoas foram ver se a ponte, toda de concreto, não ia cair quando começassem a passar em cima!

Ribeira

Pela noite tentamos ir no Hard Rock Café Porto, que é super novo, mas eles ainda estavam sem os copos da nossa coleção... então deixamos pra próxima e fomos jantar no Honorato!

No dia seguinte fizemos a besteira de comprar passagens dos ônibus turísticos para fugir da chuva. Mas tomamos chuva mesmo assim, e o ônibus acabou nos levando para os mesmos lugares que podíamos ter ido de trem ou transporte público... e com as dicas do João! Passamos pelo Mirador do Mosteira da Serra do Pilar, atravessamos a Ponte Don Luis I, subimos outras vez pelo Funicular dos Guindais. Entramos e saímos de vários mercados urbanos, almoçamos próximo a Ribeira, tomamos sorvete e fomos muito bem atendidos a todo tempo.

Pela noite aproveitamos pra ir até o Norte Shopping, na loja da Boticário, jantamos por lá, compramos suco Compal e vinho Favaíto e voltamos de metro!

No dia seguinte, saímos depois de tomar o pequeno almoço. Passamos pela região que foi atingido pelo incêndio no final do ano... está realmente devastador! Para manter a tradição, paramos num Mc Donald’s numa cidade chamada Guarda, pro Danilo aprender que em Portugal tem hamburguer vegetariano no Mc, além de sopa de ervilha e tortinha de maçã. Ai, Portugal...

Honestamente, não vejo a hora da minha próxima viagem para Portugal!


Nossos gastos nestes 11 dias de viagem:


Hotéis + Garagem + Café da manhã: 760 €
Comidinhas + Cafezinhos + Docinhos: 530 €
Comprinhas: 350 €
Diesel e Pedágios: 510 €
Passeios: 110 €

domingo, 21 de janeiro de 2018

Road trip por Portugal I



Acabamos de voltar de uma Road Trip por Portugal, com paradinha em Sevilla pra aproveitar a rota. Eu que já era uma grande fã de Lisboa, agora já posso dizer de boca cheia que sou uma enorme fã do país inteiro! Portugal é sensacional e vale muitíssimo a passagem por vários pontos de norte a sul.

Como sei que muita gente vai me pedir esse roteiro, já vou deixar transformado em post, e pronto para ser consultado!




Ano passado fizemos o roteiro pelo leste europeu, mas indo de avião, trem e ônibus. Dessa vez jogamos as malas no carro e curtimos a viagem pelas estradas. Pra começar, as estradas de Madrid tem pouquíssimos pedágios! Existem muitos pedágios em Portugal, mas alguns custam apenas alguns centavos. Achei que a viagem de carro foi muito válida e muito econômica, apesar do diesel (ou gasóleo) em Portugal custar uns 0,20€/litro mais caro que na Espanha!

Fiz todas as reservas de hotel por Booking.com e achei todas acertadas! Cabe lembrar que eu fiz tudo entre Outubro e Novembro... e garanti uns precinhos jóia!

Nosso roteiro para aproveitar foi: Madrid – Sevilla – Faro e região do Algarve – Lisboa – Sintra – Caldas da Rainha e região – Coimbra – Porto – Madrid.

No total foram 11 dias entre todas essas cidades. Acho que da próxima vez não passo de 7 dias... pois no fim estávamos bem cansados de chuva, hotéis e restaurantes. E com saudade do gatinho. Que foi a mesma coisa que aconteceu ano passado, ou seja, faltou o capítulo de “Lessons Learned”.

Primeira parada: Sevilla


Vergonhosamente, eu conheço ainda muito pouco da Espanha, e por isso aproveitei a rota e paramos em Sevilla. É uma cidade bem linda e muito andalusa! Depois de uns anos aqui, a gente já entende melhor esse pessoal que fala cortando o “S” e soltam coisas como “Do año” e “Tre Euro”.

Em Sevilla ficamos no Hotel Dona Carmela, que está meio afastado do centro, porém é facinho de chegar, tanto com ônibus, tram, táxi ou até o shuttle que o Hotel disponibiliza durante o dia.

Chegamos no fim da tarde e fomos de taxi pro centro. Demos uma volta pela região do Hotel Alfonso XIII, e claro, passamos no Hard Rock Café Sevilla. Acho que é o Hard Rock com mais cara da sua cidade! É um edifício antigo com azulejos dentro e eu adorei! Era dia 25/12 e a cidade ainda estava no puro clima de Natal! Passamos também pela Catedral de Sevilla/La Giralda e tentamos seguir as dicas da Larissa

No dia seguinte começamos pela Plaza de España, Parque Maria Luisa, Real Alcázar de Sevilla (importante comprar ingresso antes). Paramos pra comer no Bairro Santa Cruz e não me lembro muito bem do local, porque a oferta é grande! Muitas tapas, muito barato! 

Depois fomos caminhando pro Mercado Lonja del Barranco pra tomar um vinhozinho e comer um docinho – como sempre o doce é mais bonito do que bom! A partir de lá fomos conhecer as Setas de Sevilla, mas devo dizer que não foi muito sensacional. 

A noite comemos num restaurante italiano maravilhooosoooo chamado L’Oca Giuliva. 

Fomos pro Hotel descansar porque era só o primeiro de muitos dias de estrada!



Plaza de España 

Próxima parada: Faro

Devo confessar que escolhi dormir uma noite em Faro porque sempre tive curiosidade de conhecer a região do Algarve. Não é muito bom pra ir no inverno, mas eu queria passar por ali e ver qualé, além do hotel em Faro ser super bonitinho na foto e ser bem barato. Ficamos num Ibis que tem mais de 20 anos, mas parece uma casa de fazenda antiga – fiquei apaixonada pelo hotel. 

Fomos pro centro de carro mesmo, porque existem poucas opções de transporte público em Faro, e acabamos comendo num restaurante super pequeno chamado “Pizzaria”. Pra variar, a comida de Portugal é um tesão a qualquer hora, em qualquer lugar. Saímos pra dar uma volta e demos de cara com um trenzinho turístico que fazia um passeio de 45 minutos. O Faro é bem pequeno MESMO, porém no verão deve ser muito legal fazer o passeio de barco pelo Rio Formosa. 

De noite fomos jantar no Fórum Faro – um centro comercial super bonito da cidade e aproveitamos pra assistir Star Wars legendado em português!! 

Seguindo o caminho no dia seguinte, paramos pra conhecer Albufeira... andando pelo “centro” achei bem estranho ver as pessoas usando camiseta enquanto eu estava com uma jaqueta... daí chegamos até a região da praia! E olha que dava mar?? Fazia uns 20 graus, era ladeira acima e abaixo, e com o calor, valia a pena mesmo ficar na beira da água. Prometo voltar pra Albufeira em algum verão!

Outra parada foi em Sagres, onde fica o Cabo de São Vicente. Foi a partir dali que eu comecei a usar meu comentário pro Universo (e pro Ministério do Turismo): Portugal, você se vende muito mal! Sagres é um paraíso quase escondido pra galera do Surf, e a cidadezinha é super delícia! Almoçamos num restaurante chamado D’Italia e seguimos pra Lisboa, pois tínhamos hora pra encontrar a Malta!

Albufeira 


Sagres 

Uma parada social: Lisboa


Já vi muita coisa turística por Lisboa, e finalmente quando vou pra lá é pra rever amigos e comer Pastel de Belém! Mas Lisboa segue linda e eu adoro aquela cidade... até debaixo de chuva – só dificulta descer as ladeiras... Fomos jantar com o Henrique, Felipa e a Ana Maria (que já saiu da barriga da mamãe) num restaurante nepalês chamado Himchuli, porque #somosdesses e adoramos uma comidinha deste estilo. 

Ficamos no Hotel Ibis Parque das Nações e um pouco me arrependi... pois pelo preço podia ter ficado mais no centro histórico! Mas não tem problema! Comemos um mega café da manhã e fomos pro centro, visitar a Fnac, comprar livros em português! Fizemos um pitstop pra conhecer o lindo Mercado da Ribeira, mas não comemos nada... porque estávamos guardando lugar pra Fábrica dos Pastéis de Belém. Voltamos pra dar mais uma volta no centro e fomos ao encontro de Elsa e Miguel, na Tagliatella – o que pra mim é uma ironia, porém o aniversariante escolheu a franquia espanhola em Lisboa!

No dia seguinte, antes de ir pra Cascais, paramos pra tomar um cappuccino na Fundação Gulbenkian, com a queridíssima Juliana Bezerra, Wagner e Leandro.

É, eu disse que a parada de Lisboa era social!

Fomos almoçar no centrinho de Cascais e demos uma volta até a Boca do Inferno. Cascais é mais um lugar delícia pra passar uns dias do verão! E de lá seguimos pra linda Sintra.

Ai os Pastéis... 


Com a Ju querida 

Caixcaix 

A linda de morrer: Sintra


A escolha de parar em Sintra foi meio de última hora, porém, foi muito acertada! Da primeira vez que fui a Sintra chovia torrencialmente... voltei num verão com a empresa e queria muito ir de novo com calma. E o que aconteceu em Sintra? Chuva... Mas tudo bem! Ficamos num hotel lindíssimo chamado Hotel Sintra Jardim, no meio das montanhas. Eu estou apaixonada por aquele lugar... por mim, cancelava e ficava lá o resto da viagem. Em Sintra as distâncias são curtas, mas os ângulos são fortes – ladeira acima/ladeira abaixo, e pouco espaço pra pedestres... Mas o bom é que tem poucos carros na rua. Fomos jantar num restaurante que já conhecíamos chamado Café Paris – não é barato mas é muito bom, e um dos poucos abertos de noite na cidade.

Depois de uma noite naquele hotel lindo e um café da manhã fresquinho, pegamos o rumo pro centro e fomos pra Quinta da Regaleira e pro Palácio Nacional da Pena. E dá-lhe chuva... lá de cima não deu pra ver nada, e justo quando estávamos indo embora o tempo começou a ficar bom... valeu aí São Pedro!

Como já era dia 31, corremos pro próximo destino, mas antes, passamos comprar alguma coisinha pra jantar, já que não tínhamos feito reserva nenhuma pra ceia do Reveillon.

Vista do quarto do hotel 

Quinta da Regaleira 


Palácio Nacional da Pena 




Pra descansar e recarregar as forças: Caldas da Rainha

Debaixo de chuva: Coimbra

A apaixonante: Porto