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domingo, 18 de junho de 2017

Meu roteiro para conhecer (e viver) Madrid!

Depois de quase 4 anos na capital espanhola, está mais do que na hora de deixar registrado um bom roteiro para os meus visitantes! Sempre faço questão de ajudar na organização das viagens, e percebi que acabo tendo “o mesmo trabalho” sempre. Assim que, mãos a obra e vamos deixar um texto feitinho no blog!

Começando... pelo começo!

Tem quem diga que Madrid se conhece em 1, 2, 3 dias ou 100... Madrid é feita para passear sim, mas também comer e beber, sem repetir de local, sem exagero! Depois de mais de 1400 dias aqui, ainda me surpreendo com o que ainda não conheci desta cidade!

Assim que, quando alguém me diz que vai passar por Madrid, eu digo pra essa pessoa passar umas 4 noites, como mínimo! E se for mais dias, dar uma chegadinha até Toledo, Segóvia e/ou Ávila. Mas vamos lá!

1. Dia da chegada


Por mais que a pessoa chegue “cedo”, eu não aconselho fazer muita coisa no primeiro dia. Digo pra tomar um banho, dar uma descansada e sair pra jantar – não muito tarde. Minhas opções no primeiro dia é ir a um local espanhol legal, estilo o J5, ou no Hard Rock Cafe que é delícia!

2. Primeiro dia


Começo sempre pelo centro de Madrid, de preferencia pela Puerta del Sol, e geralmente acompanho! Depois de fazer um par de visitas guiadas, já virei uma “mini-guia” de Madrid. Se eu não puder acompanhar, geralmente indico um Free Walking Tour para quem fala inglês ou espanhol, ou azamiga que fazem tour guiado em Português.

Meu roteiro básico no centro é:
  • Puerta del Sol
  • Ópera
  • Jardim do Oriente
  • Palácio Real
  • Catedral de Almudena
  • Paradinha pra comer no Mercado de San Miguel
  • Plaza Mayor
  • Calle Mayor
  • Plaza de Jacinto Benavente
  • Callao
  • FNAC/Corte Inglés
  • Gran Via
Puerta del Sol

Palácio Real

Mercado de San Miguel - o mais querido dos visitantes!


Plaza Mayor

No final deste dia já está todo mundo destroçado, então eu sempre vou jantar onde não fomos na noite anterior (J5 ou Hard Rock)

3. Segundo dia


Neste dia geralmente a pessoa já está mais ambientada, então eu indico como pegar o metro e se divertir! Pra esse dia deixo coisas que ficam meio distantes deste centro mais turístico, mas que são maravilhosas. Almoçar em Madrid é muito fácil, seja para picar algo ou para sentar e comer. O negócio é procurar algo que te apetece, e na dúvida, entrar no VIPS mesmo!

Meu roteiro pro segundo dia é:
  • Puerta de Alcalá
  • Parque del Buen Retiro
  • Lago artificial do Retiro
  • Palácio de Cristal
  • Estátua do Anjo Caído
  • Cibeles / Palácio de Cibeles
  • Paseo del Prado (e Museu do Prado se quiser)
  • Estación de Atocha, com seus jardins tropicais internos
  • Huertas/Barrio de las Letras
  • Plaza de Santa Ana
Parque del Retiro

Cibeles

Plaza Santa Ana

Adoro jantar nessa região de Madrid, e sempre indico ir na Vinoteca ou no Lateral.

4. Terceiro dia


Para sair um pouco do conceito histórico, e mostrar que Madrid também é muito modernosa (!!), no terceiro dia eu indico começar pelo região da Castellana. Ir até a estação de Begoña, onde estão as Quatro Torres, depois vai descendo até a Plaza de Castilla onde estão as Torres Kio.

Quatro Torres

Depois de ficar com torcicolo andando e olhando pra cima, é a hora do Tour do Santiago Bernabéu! Até que não gosta de futebol fica encantando com aquilo tudo! 

Se ainda tiver com vontade de bater perna, eu indico ir até a Calle Fuencarral e visitar aquele shopping a céu aberto! E pra comer, é imperdível passar pelo Mercado de San Ildefonso – meu mercado preferido de Madrid.

Para fechar com a sobremesa, passar na Mistura!

Para jantar, eu gosto muito de um restaurante chamado Txirimiri, que fica bem próximo do Templo de Debod. Aproveitem o por-do-Sol ou as luzes que ficam acessas só até as 22h30.


5. Quarto dia


Se for o último dia eu indico passar pela Plaza de Toros – sim! É muito bonita e parte da cultura do espanhóis. Não precisa ver uma Corrida de Toros (ou Tourada como conhecemos), mas o tour é bem legal e interessante!

Plaza de Toros de las Ventas

Além disso, deixo livre este dia para compras e para repetir algo que gostou muito nos dias anteriores. Alguns voltam ao J5, ou ao Retiro... mas TODOS decidem voltar ao Mercado de San Miguel - SEMPRE.

6. Dias extras


Se for pra ficar mais dias em Madrid, e ainda tiver um domingo no meio, eu indico ir ao Rastro e almoçar em La Latina.

Para os malucos por compra, indico também os Outlets em San Sebastián de los Reyes e Las Rosas, como já comentei no BLPM. Isso pode levar um dia em cada!
Além dos já comentados Toledo, Segóvia e Ávila – um dia para cada!

De qualquer maneira, Madrid ainda tem muitos bares, muitos restaurantes e muitas ruas  escondidas para conhecer e disfrutar!

Meu roteiro é de passeio, mas também bem gastronômico. Não gosto muito de museus, então eu não incluo na lista. Mas muita gente gosta e deve sim ir! Minhas compis do BLPM também tem seus roteiros próprios:





De qualquer maneira, fico muito orgulhosa por colocar “Madrid no mapa” de muita gente que nem pensava em passar por aqui, e ainda mais quando pessoas queridas dizem que adorariam voltar outra vez!

Madrid é preciosa e segue sendo uma das minhas cidades favoritas do mundo – venham me ver e eu prometo que será uma das favoritas de vocês também!

Garantia de gente feliz!




terça-feira, 1 de novembro de 2016

De repente, é Novembro!


Estou há meses sem escrever no meu blog, e nem me dei conta!

Não é por preguiça, nem falta de idéias, ou abandono do blog. Simplesmente porque eu acho que ainda estou em Agosto!

Por quê? Porque a vida anda uma loucura, e eu não consegui colocar as coisas em ordem. Mas acho que estou no caminho.

O final do Máster e a certificação do PMI consumiram metade do meu verão e do período de férias. Logo em seguida fui pra Valência passar o final de semana... e detestei (mas isso é assunto pra outro post). Dias depois entrei num avião e fui pro Brasil. Passamos 15 dias lá, incluindo meu aniver - afinal nós sabemos o que acontece quando eu passo meu cumpleaños por aqui!

Nos 15 dias de Brasil eu vi muita gente querida, fiquei sem ver alguns, tentei entender e que as pessoas me entendessem, tentei descansar e curtir todos os momentos. Mas dessa vez eu fiz diferente. Na última vez que fui ao Brasil, eu tinha uma planilha no Excel com, pelo menos, 5 encontros por dia. Pré-agendados e organizados... e o que eu mais consegui fazer foi me cansar e frustrar as pessoas! 

Desta vez eu organizei e pré-agendei sim, mas poucas pessoas, poucos encontros e que fossem muito produtivos! E fizemos uma festa de aniver durar 3 dias :)





Dia 1

Dia 2



Dia 3, com a idade correta... cof cof cof

No meio disso tudo rolou final das Olimpíadas, impeachment da Dilma e uma filosofada básica sobre... o que faríamos se voltássemos ao Brasil? 

E a resposta foi: não pretendemos voltar pro Brasil! Não é por não dar valor ao nosso país ou as nossas famílias, mas infelizmente o Brasil, de hoje, não oferece a calma, tranquilidade e felicidade de viver na Europa! O Brasil está caro - ridiculamente CARO, está perdido politicamente, está dividido, está violento... tá FODA! É o que posso comentar.

Madrid é a minha cidade favorita do mundo? NÃO! Nem de longe... mas é onde eu consigo viver em paz neste momento!

Ok, isso foi final de Agosto e início de Setembro. Voltamos pra cá e em seguida chegaram meus pais e um casal de amigos deles. Foi mais um mês de passeios, turismo, comidas, vinhos, cervejas e uns 3 kgs a mais.

Em Caixcaix <3

Em Madrid <3

Daí chegou Outubro e meus pais foram embora... então resolvemos procurar apartamento pra mudar (de novo), desistimos porque Madrid está mais cara!! A ironia da vida... E resolvemos mudar os cômodos de lugar e fingir que "mudamos" - foi legal! Tivemos que ir na Ikea comprar molduras novas e os quadros ainda não tem nada dentro. Mas vai ter!

Fiz outra reunião com meu grupo, dessa vez em Madrid, e não caí dessa vez... estou evoluindo... é tipo a evolução do Charmander pro Charizard... sim, meu marido chorou de alegria quando fiz esse comentário. E eu não sei se me dá orgulho ou vergonha alheia de mim mesma.


AWG Madrid - sem tombos

Recebi mais visitas no meio tempo, mais turismo, mais comida, mais cerveja... posts e reunião do BLPM, visita ao Nutri, volta pra dieta, quase fui pra Italia, desiste, compra a passagem pro final do ano e de repente, é Novembro!


Sudacas... :P

BLPMeeting!!

E vou ter que parafrasear John Lennon (e Allen Saunders): "a vida é o que acontece com a gente enquanto estamos fazendo outros planos".

Ah é!! E também teve show do Angra em Madrid!

sábado, 2 de julho de 2016

As 10 coisas que eu menos gosto de Madrid

Olhaí! Post vergonha na cara!!

Acho que nos últimos meses escrevi muito mais pro BLPM do que pro Con Su Lado de Ca.

Mas não vejo problema!! Contanto que vocês sigam os dois, eu estarei contente!

Hoje me deu uma vontadinha de fazer um post #hater e reclamar um pouco das coisas de Madrid que eu não gosto!! 

Sim... eu sei que o Brasil está pior, mas isso não me tira o direito a reclamação! Afinal este é o intuito do meu blog: visões e opiniões unilaterais de minha pessoa!







Aí vamos - as 10 coisas que eu menos gosto de Madrid:


1. O calor INFERNAL do verão madrileño

Sem exageros! Quando eu digo INFERNAL com letras maísculas é porque é verdade. Agora mesmo, dia 02/07 as 20h40, a temperatura é de 32ºC... e não vai reduzir até amanhã cedo. O calor de Madrid é sufocante e tira a vontade de viver... e é capaz de durar os meses inteiros de Julho e Agosto! Fujam para as montanhas, literalmente.

Entendo o sentimento de Salvador Dali


2. O alto tom e volume de voz com os quais eles se comunicam


Espanhóis falam MUITO alto, e as mulheres são irritantemente estridentes enquanto todos os homens tem a voz super grave e falam pelo nariz. Quando cheguei em Madrid achei que todos estavam brigando, o tempo todo. Até que acostumei a não prestar atenção, pois era só uma conversa normal. Outra coisa que eles fazem é se despedir, andar 200 metros, lembrar de algo e gritar pra pessoa que já estava indo embora. Daí o diálogo começa outra vez, com os 200 metros de distância - enquanto você está no meio da guerra de vozes! 



3. O atendimento terrível em bares e restaurantes

Já comentei sobre isso neste post. No geral os serviços de atendimento a cliente são terríveis, por um lado porque nossa percepção americana de que é um serviço seja muito distinta, e por outro lado é que madrileños não fazem a mínima questão de ser agradáveis. É perfeitamente normal e aceitável ouvir um sonoro "que quieres?" ou "no lo haremos por ti" e a vida segue normalmente. O truque é ir a locais afastados no centro, e mais de uma vez no mesmo - pois os garçons tendem a gostar de ver que você voltou ao seu bar. Outro truque é frequentar hindus, tailandeses e outros estrangeiros, que te tratam mil vezes melhor, além de sempre ter desconto no The Fork.


4. Os cocos de cachorro pelas ruas e calçadas

Isso é nojento! Muita gente tem cachorro em apartamentos minúsculos, e os levam para passear entre 2 e 3 vezes ao dia. Em Madrid é obrigatório recolher las cacas de los perros, porém é tanta gente largando o coco pra traz, que até fizeram um mapeamento dos bairros mais marrons da cidade!! NOJO! Isso porque tem uma lixeira a cada 10 metros de calçadas... é falta de respeito com a vizinhança! Parece que a prefeitura começará a aplicar multas, mas o complicado é descobrir quem foi o porco que deixou aquele cocozão.

Fonte: Ayuntamiento de Madrid


5. Os motoristas no trânsito e na fila dupla

A falta de educação no trânsito é embasbacante! Já me peguei pensando várias vezes em abandonar o carro e nunca mais usar em Madrid... Além da falta de seta, gente gritando no meio da rua e ultrapassagens pela direita, é "meio que" permitido parar em filas duplas por emergências, como pegar crianças na escola ou tirar um idoso do carro. Porém essa regra é válida para quem quiser comprar pão ou cigarro, ou só porque o motorista não está a fim de estacionar. O trânsito caótico poderia ser bem melhor se não fosse pelos privilegiados que abandonam seus carros nas principais ruas e avenidas da cidade, e tudo bem!

6. As músicas dentro das lojas de roupas

Ultimamente sou muito mais adepta das compras online! Tem desconto, dá pra ver com calma, já conheço mais ou menos as lojas e os tamanhos e está dando certo fazer assim. Além da preguiça de ir a lojas, aqui parece que a música está colocada para que o cliente não queira passar muito tempo lá dentro. Pelo menos este repelente funciona comigo...

Senhora?
7. A falta de padarias

Ai que tristeee!! Que saudade que eu tenho de comprar pão francês fresquinho de padarias... e coxinhas, pastéis, risólis etc. Ou ir tomar um café da tarde, ou comprar mortadela e pão de queijo. Alguns produtos são fáceis de encontrar, mas cada um num canto da cidade. Pão é vendido por qualquer mercado ou chino da esquina. Mas não é a mesma coisa!

8. O "de sempre" nos bares

Pode ser que os espanhóis tenham a mesma sensação no Brasil. Mas aqui, ir a um bar, é quase sempre mais do mesmo: cerveza, jamón, tortilla de patata, vino... Não tem variedade, não tem suco natural, não tem uma calabrezinha? Ou um pastelzinho? Ou queijo de cabra sem cebola caramelizada? Sei lá... Truque para isso: buscar locais com cozinha fusión, vegetarianos, e estrangeiros citados acima - ótimo para sair da mesmice.

9. A falta de música ao vivo de qualidade

Acho que essa é minha maior frustração! Eu, tão acostumada ir sempre a barzinhos, a ouvir música de barzinho, a ser amiga dos músicos ou ser uma deles,  acompanhar bandas covers muito boas e tudo o mais! Aqui em Madrid é impossível ter música ao vivo. Por quê? Pelo barulho que eles fazem ao falar? Porque balada de madrileño é ficar conversando? Ok, eu sei que sim, tem música ao vivo! Mas até hoje só vi baixa qualidade e falta de respeito com o público. Mas confesso que me fechei a isso de seguir buscando outras possibilidades de poder ouvir uma musiquinha! Enquanto isso, é Spotify, Youtube e esperar chegar no Brasil.





10. O fato de que Madrid está a 10 mil km do Brasil

Essa é a pior parte de Madrid!! Sei que este post dá a impressão de que nada funciona aqui, mas sim, a cidade tem muita coisa boa que eu faço questão de apresentar para quem nos visita! Mas bem que podia ser mais pertinho, né?





Pra quem quiser ler outro post #hater, eu adoro este do Desbravando Madrid!




segunda-feira, 7 de março de 2016

Estress e Pollyannas

Ultimamente estou guardando meu conteúdo madrileño pro BLPM, e deixando meus assuntos pessoais/filosofais pro Con Su Lado de Ca.

Então, aqui vai mais um texto pensativo, numa segunda-feira de Março de 2016.

Na semana passada eu estive numa reunião totalmente organizada por mim, mais uma vez. Lembram do tombo no ano passado? Desta vez foi em Belfast, mas eu não levei nenhum tombo! E sabem o que é mais irônico? Meu trabalho atual se baseia em biostimulantes e seu papel como anti-estress em plantas! Ha-ha...

Eu e as minhas algas, as estressadas anti-estress!

Mas eu estava estressadinha... dando patada pro ar, irritada com tudo... e por que? Absolutamente por NADA! Seguiu tudo como devia, nenhuma reclamação, e muito pelo contrário – o pessoal todo felizão.

No meio da reunião tivemos que nos despedir de um amigo e companheiro muito querido. Ele decidiu mudar de vida e de trabalho para estar mais perto do seu filho mais velho. Jogou pro ar um projeto de 10 anos, pra cuidar da saúde da sua família.

E eu chorei... mas não por sua saída, mas porque eu admirei imensamente a sua coragem e a calma com a qual ele levou toda a situação. O que eu faria no lugar dele? Não sei responder.

Quando me deparo com uma situação dessa eu só consigo olhar para os dois lados e tentar ser o mais justa possível. Mas no final, nossa saúde e bem estar não podem estar acima de nenhum projeto – por mais importante que ele seja. Seja o emprego, o mestrado, a pós, o relacionamento...

Na real, eu gosto bastante de fazer esse tipo de reflexão, e quem sabe um dia, poder atingir outras pessoas. Não é meu objetivo aqui, mas é algo que passa por mim de tempos em tempos.

Ultimamente tenho notado o alto nível de estresse e ansiedade em algumas pessoas e isso chama a minha atenção para tentar ser diferente. Ou tentar voltar a ser diferente.

Quando estava em Campinas, tive a felicidade de poder fazer terapia, e alguns cursos de comunicação e desenvolvimento pessoal. Mas na real foram tapas na minha cara, e me fizeram crescer e aparecer! Um deles foi o “Comunicação Eficaz e Competências Interpessoais” do Dale Carnegie. Super recomendo!

Aprendi a ouvir outras pessoas, aprendi que meus problemas não eram nada comparados aos problemas de pessoas doentes, ou que perderam familiares, ou qualquer outra coisa... Na realidade, meus problemas eram e são nada!! NOSSOS problemas são nada! A não ser que deixemos que eles sejam...

Na semana passada estava conversando com o Dan, de como eu topo com pessoas que me mostram  o quanto eu preciso me controlar – no sentido estress. Percebo nos outros a preocupação à toa, a gastrite, a falta de sono... ops? Será que estou falando dos outros ou de mim mesma? Serviu de “Ê - Pó pará!” (à là Aniele).

Além de tudo isso, me deparei mais uma vez com uma “Pollyanna” – tenho várias. Não sabe de onde saiu isso? É de uma série de livros sobre Pollyanna, uma menina, que após a morte de seu pai,  se muda de cidade para ir morar com uma tia muito chata! Em sua nova casa e condição, passa a ensinar às pessoas o "jogo do contente" que havia aprendido com o seu pai. O jogo consiste em procurar extrair algo de bom e positivo em tudo, mesmo nas coisas piores coisas que podem acontecer! E a Pollyanna passa por muitos perrengues... mas ela continua fazendo o jogo do contente!

Minhas Pollyannas são a Xiboka, o Pop e a agora, a Suz. Passar 5 minutos com eles é abrir os olhos e reaprender a viver. Sério.

Falando mais em livros, no Dale Carnegie, tive que ler alguns, que deixo como indicação aqui:

- Como fazer amigos e influenciar pessoas

- Como evitar preocupações e começar a viver

Soa brega? Bastante... e valem muito a pena!

E das regras que eu nunca poderei me esquecer:

1. Não critique, Não condene, Não se queixe.
2. Aprecie honesta e sinceramente.
3. Desperte um forte desejo nos demais.
4. Torne-se verdadeiramente interessado na outra pessoa.
5. Sorria.
6. Lembre-se que o nome de uma pessoa é para ela o som mais doce e mais importante que existe em qualquer idioma.
7. Seja um bom ouvinte. Incentive os outros a falar sobre eles mesmos.
8. Fale de coisas que interessem à outra pessoa.
9. Faça a outra pessoa sentir-se importante e faça-o com sinceridade


Então... eu faço tudo isso? NÃO! Mas eu bem que sigo tentando... e vou tentar sempre!

Stela, minha professora de descanso

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

As frases que mudaram a minha vida

Cabo da Roca - O ponto mais ocidental da Europa <3

Outro dia estava almoçando com uma amiga aqui em Madrid, e estávamos compartilhando pérolas e causos da vida – como se fossemos duas “anciãs” (trintonas)... 

Minha amiga me disse que estava no Carnaval, em Salvador, e de repente um cara gringo perguntou: “Quantos países você já conheceu?

Minha amiga não teve como responder algo diferente de “só o Brasil, uai?!

E de repente ela se deu conta de que o mundo era grande demais para estar somente num lugar. E, praticamente no dia seguinte, começou sua vida de viajante, conheceu mais da metade do mundo, trabalhou em cruzeiros, conheceu um grande amor, vive feliz com ele em Madrid!

Minha amiga me chamou a atenção ao dizer que essa frase mudou a vida dela – "Quantos países você já conheceu?

Passei o resto do dia meditando. Qual foi a frase que mudou a minha vida?

Diferente dela, eu não consegui pensar em uma só frase, senão em um conjunto de várias delas, em momentos diferentes:

“Eu não criei a minha filha pra isso!”

Frase clássica da mamãe, em conjunto com “9,5 não é 10”, “mas você não é todo mundo” e outras pérolas mais. Mas quando ela soltou essa “Eu não criei a minha filha pra isso!” me fez parar pra pensar em um dado momento da minha vida profissional, e tentar mudar o rumo da minha omissão em algumas coisas. 

Me fez ter coragem pra bater o pé e dizer sonoros “não, eu não estou de acordo” que me acompanham até hoje e moldaram a minha personalidade adulta.

“A Stela é linda!”

Quando o Dan se mudou pra Campinas, ao mesmo tempo já quis adotar um gato. Estávamos buscando em sites e centros veterinários por filhotes, e já bem decepcionados por perder alguns que tínhamos gostado. Finalmente achamos dois gatinhos amarelos que iam pra nossa casa, mas no último momento o Dan foi convidado a conhecer o gatil da ONG. De lá ele me ligou e começou a contar dos gatos que tinha  visto e gostado: “A Tigrinha é brava, o Feijão ronronou e...  a Stela é linda!”. 

Chegando em casa repassamos as possibilidades e concluímos que a Teté teria menos chance de ser adotada, por já ter 1 ano de idade e ser mamãe. 
O resto dessa história, ainda muito recente, é sobre um casal e sua gata de 5 anos que se mudou pra Madrid ^^  

“Tudo que você deseja está acontecendo”

Essa frase foi do meu tio Pado, poeta e uma das pessoas mais sensíveis do mundo. Mas acho que ele não deve nem lembrar quando me disse isso, e nem deve saber porque significou tanto pra mim. Foi no dia em que defendi meu mestrado, logo quando tudo acabou e eu recebi o título de Mestre. 

Naquela semana eu já sabia da vaga disponível na Espanha, e que meu chefe do Brasil ia mandar uma indicação em meu nome, mas não tinha contado pra ninguém dessa possibilidade. O tio Pado me deu um abraço, parabenizando pelo mestrado, e disse “Tudo que você deseja está acontecendo”. E eu desejei que isso fosse verdade... e foi!

“A casa não está vazia”

Nos últimos dias de Brasil, tudo foi uma loucura. Casamento, despedidas das nossas bandas e projetos, jantares e almoços de despedidas com os amigos, fazer malas, doar roupas, vender móveis... Justo quando faltavam um ou dois dias pra minha ida, a galera foi em casa, almoçou, e logo fizemos uma task force pra retirar o restante dos móveis da casa. 

Daí todo mundo foi descendo e indo embora e eu voltei pra dentro do apartamento pra checar a Stela, que estava perdidíssima com tudo. Me deparei com a sala imensa e vazia – só a TV na minha frente – sentei no chão e a Teté sentou no meu colo. 

Quando o Dan voltou eu estava chorando copiosamente, filosofando sobre o que eu estava fazendo da vida ao largar tudo e todos e indo embora do país. Falei pra ele: “Olha essa casa vazia!”, minha casa que antes era o QG dos amigos e das tantas noitadas em Campinas. O Dan sentou ao meu lado, abraçou nós duas e disse “A casa não está vazia!”. 

Foi daí que eu me dei conta que eu não precisava de móveis, roupas, ou qualquer bem material pra me sentir totalmente completa. No apartamento que alugamos hoje estão os móveis de outra pessoa, roupas que eu comprei aqui, e provavelmente várias coisas que eu não levaria comigo se me mudasse pra outro lugar. Mas a minha casa nunca está vazia!


Obviamente há muitas outras frases que mudaram a minha vida, em outras idades e outras fases, mas essas são as frases que eu sinto que me trouxeram onde estou. Espero seguir colecionando frases ao longo da vida.

Obrigada, Manaíra, por me fazer pensar em tudo isso.

E de bônus, a musiquinha do Bon Jovi que me guia nessas horas:

Right here, right now, you're exactly where you're supposed to be

domingo, 1 de novembro de 2015

10 razões para amar Lisboa – Parte 1






1) Turismo

Muitas pessoas, que vem nos visitar, perguntam quais cidades deveriam ver além de Madrid. Eu sempre aconselho a passar por Lisboa, mas ninguém me leva a sério. Talvez pelo fato de falarem português ou porque tiramos tanto sarro de portugueses... acho que os brasileiros tem a sensação de que estar em Portugal não é realmente estar na Europa. Bom... só posso dizer que, independentemente da língua ou do continente, Lisboa é uma das cidades mais preparadas para os turistas. A companhia de ônibus turísticos Yellow Bus tem suas rotas definidas, que também contemplam passeios de bondinho e conexões com o transporte público - além de te levar do aeroporto para outros pontos da cidades por apenas 2 €!

Região da Baixa-Chiado - Centro de Lisboa

2) História

Lisboa tem uma história fantástica de recuperação após um dia de tragédias. Exatamente no dia 01 de Novembro de 1755, a cidade passou por um terremoto, seguido por um tsunami e  incêndios. Pra conhecer bem a história de Lisboa vale o passeio no Museu de Lisboa, que está na Praça do Comércio. O Museu de Lisboa conta bem sobre a prosperidade do povo português, o descobrimento do Brasil, as riquezas que ali encontraram, mas também sobre a fatalidade de 1755 e a brilhante recuperação da cidade. As casas e ruas foram reconstruídas nos anos seguintes, com a tecnologia anti-sísmica mais moderna da época!

Praça do Comércio

3) Cidade

Como muitas cidades européias, Lisboa tem seu centro histórico, seus bairros e seu lado super moderno. A região entre a praça Marquês de Pombal até chegar na Praça do Comércio, à beira do rio Tejo, seria a região mais antiga e histórica de Lisboa. Ali podemos ver os bondinhos pra cima e pra baixo, o Elevador de Santa Justa, as casas com azulejos e tudo de lindo que também vemos em algumas cidades costeiras do Brasil, como Santos e Salvador.

Freguesia de Santa Maria Maior

A região chamada Oriente é onde encontramos a parte mais moderda de Lisboa. Ali estão o Parque das Nações, o Oceanário, o Teleférico de Lisboa e também uma visão fantástica da Ponte Vasco da Gama, que foi construída em 1998, quando houve a Expo Lisboa. A Ponte Vasco da Gama é a maior da Europa, e tem mais de 17 km!

Ponte Vasco da Gama. Foto: wikimedia.org

Outra ponte que eu amo em Lisboa, é a Ponte 25 de Abril, que está mais próxima da região de Belém. Ela foi construída com o mesmo design da Ponte de San Francisco.

Ponte 25 de Abril vista do Monumento Padrão dos Descobrimentos

4) Pessoas

Ok, brasileiros tiram muito sarro de portugueses, e os chamam de bobos ou de burros. Gente… isso é puro preconceito e falta de educação da nossa parte (e digo nossa, porque sou brasileira e me incluo nessa bagaça). A primeira coisa que precisamos entender é que os portugueses são literais – se você perguntar: “tem café?”, eles te responderão “sim”. Não espere que um português pense: “o brasileiro perguntou se tem café porque ele quer um café”. Ele vai te responder aquilo que foi perguntado. Outro exemplo, perguntar a um português “qual é seu telefone?” e ele te responderá “um Iphone”. Ele tá errado? Não… você é quem não foi claro em pedir “Podes me trazer um café?” ou “Qual é o número do seu telefone?”.
Explicações a parte, portugueses adoram brasileiros e tudo a ver com nossa cultura. Adoram novelas, música, jeito de dizer as coisas e tudo o mais que podem gostar. Somos super bem tratados em Portugal – pena que a recíproca não é verdadeira!

Mirador de Alfama

5) Comida

Amo a comida em Lisboa… simplesmente, amo!! A cozinha portuguesa é muito parecida com a nossa. E é muito fácil encontrar restaurantes com comida caseira, ou comida com cara de casa da avó. No geral, eles comem muito peixe e frutos do mar, mas também pode-se encontrar pratos vegetarianos ou uma boa carne. Adoro arroz malandrinho e polvo a lagareiro… Além disso, em Lisboa é possível encontrar risólis, coxinha e quiches maravilhosos, além de ótimos cafés. Como dica, deixo pra vocês conhecerem Restaurante Marisqueria Santa Marta próximo a Avenida da Liberdade, Restaurante Sacramento no Chiado, para uma opção mais moderninha, e também o Restaurante Adega das Gravatas em Carnide.

Espero que esta série de posts contribua para que vocês tenham uma vontadinha de passar pela linda Lisboa! Eu vou sempre que posso e seguirei indo!

Também não posso deixar de citar meus amigos “tugas” queridos, que me ensinaram muito sobre essa gente maravilhosa! Beijocas pra Oh Carolina, Filipa, Miguel, Elsa (e Martim), Felipa, Henrique, Mariana e Ricardo – vocês são muito fixe!!


Malta fixe literal, esplanando por Madrid :D
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